Precisava de um bate-volta na praia. Há meses não fazia isso, e, embora tivesse dedicado grande parte das minhas horas por lá a ler, escrever e perder a novela das oito, aproveitei muito o passeio ao Aquário do Guarujá e os mergulhos na praia do Perequê.
Bom, não vou me estender, senão as anotações parecerão um pouco redundantes. A seguir, as do dia 07.11...
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Praia do Perequê, Guarujá. Há tempos não ia à praia e, pra falar a verdade, sempre preciso ser empurrada de alguma maneira para ir a uma. Questões delicadas. Comendo feito uma porca, para variar. Amanhã, espero, as coisas serão diferentes.
A casa é muito simples, mas os donos da pousada são bem amigáveis. Meus pais conversam agora com eles, já que não há televisão em nosso quarto... Por mais que eu tenha perdido a novela das oito, tenho outras distrações: Ondjaki, ao contrário do Luandino, tem me saído melhor que a encomenda... Avó Dezanove e o segredo do soviético é divertidíssimo, simples e leve. Mas a leitura foi o menor dos programas de hoje: minha pele está ardida e estou com várias fotos do aquário da cidade.
Houve momentos em que eu me senti profundamente triste ao ver os semblantes dos peixes - todos estressados dentro dos tanques. Procurei tirar fotos sem flash para não estressá-los ainda mais. Sempre achei que peixes fossem criaturas inexpressivas, mas o acontecimento de hoje me fez pensar diferente. O tanque do leão marinho, no fundo do galpão, me fez ficar comovida até as lágrimas.
No mais, os barcos... Rei do mar, Cigano do mar. O tropeço no meu primo e sua família em plena avenida da praia. A saudade das crianças (que já não são mais crianças) como parte da minha vida. E hoje ainda é sábado.